quarta-feira, 9 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Pecado na Terra das Cruzes: A prostituição em Mogi
Prostitutas,
Meretrizes ou Mulheres da Vida, denominações não faltam para caracterizar
as mulheres profissionais do sexo. Mulheres
estigmatizadas há séculos e mau vistas pelas sociedades onde atuam.
Em nossa Mogi das Cruzes, segundo antigos moradores os anos
de 1940 a 1970, a prostituição ocorria em todas as camadas sociais, seus pontos
de atuação variava com a demanda ou mesmo necessidade de clientes.
A Rua Ipiranga na altura da Avenida Japão, concentrava sua
demanda em caminhoneiros e viajantes que utilizavam a estrada Rio-São Paulo,
hoje Radial Leste.
Casas prostibulo como Macuco serviam a alta classe da
sociedade mogiana, seu endereço era atrás das Igrejas do Carmo. Já o Macuquinho
era desfrutado pelos mais pobres ou mesmo industriais e profissionais liberais,
a casa ficava nas vielas da Vila Natal, hoje nas redondezas da “Café Lourenço”.
Mas problemas sempre rondavam esses casas pela sua
ilegalidade e casos de cárcere privado, impedindo que mulheres fossem embora,
ficavam sempre pressas a ameaças e dividas. A solução foi enfrentar as ruas da
pacata Mogi.
Neste meio mulheres ficaram marcantes em nossa história como
“Iolanda”, “Iracema” e “Aurora”. Mulheres que nas ruas modificaram a exposição
da profissão. Socialmente eram segregadas a quatro ruas no centro de cidade, a
localidade ficou conhecida como Quadrilátero do Pecado em torno da Praça
Oswaldo Cruz
Hoje a prostituição se modificou, ruas e casas são
utilizadas para a venda do sexo e até mesmo telefones públicos são utilizados
como recursos de publicidade. O futuro repete o passado e a profissão mais
antiga do mundo se perpétua.
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